Pancada na cabeça agravou estado do cão Orelha em SC; cão passou por eutanásia após agressões

  • 27/01/2026
(Foto: Reprodução)
Orelha, cão de rua comunitário, é torturado por adolescentes e não resiste aos ferimentos O cão comunitário Orelha, morto após ser agredido na Praia Brava, uma das áreas mais nobres de Florianópolis, foi atingido na cabeça com um objeto contundente — ou seja, sem ponta ou lâmina —, segundo a Polícia Civil. Devido à gravidade do ferimento, o animal precisou ser submetido à eutanásia. Quatro adolescentes já foram identificados como suspeitos da agressão e três adultos foram indiciados suspeitos de coagir uma testemunha. A informação consta no laudo pericial emitido após exames no animal e foi divulgada em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (27). O instrumento usado na agressão não foi encontrado. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Pais e tio de adolescentes são indiciados por coação no processo Embora não existam imagens do momento exato do espancamento, conforme a delegada Mardjoli Valcareggi, outros episódios registrados na mesma região e período, somados a depoimentos de testemunhas, ajudaram a identificar os suspeitos. De acordo com a Polícia Civil, o grupo também teria tentado afogar outro cachorro comunitário, o Caramelo, na mesma praia. Valcareggi informou que há imagens dos adolescentes pegando o animal no colo. Em complemento, testemunhas relataram que viram o grupo jogando o cão no mar. ➡️ Como a investigação foi dividida? A investigação se concentra em duas frentes: Auto de apuração de ato infracional: aberto pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE), após ter sido constatado a suspeita de envolvimento de adolescentes. Inquérito policial: instaurado para apurar a coação realizada por familiares dos adolescentes investigados a testemunhas. Procedimento foi conduzido pela Delegacia de Proteção Animal da Capital (DPA) e concluído na noite de segunda-feira (26). Orelha era um dos cães que se tornaram mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis Reprodução/Redes sociais Quem são os adolescentes? Os nomes e idades dos suspeitos de atacar Orelha não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo menores de 18 anos. Somente no inquérito que apura o crime de coação, 22 pessoas foram ouvidas. A Justiça não autorizou a apreensão dos aparelhos eletrônicos dos adultos. Segundo a Polícia Civil, dois dos quatro adolescentes suspeitos de maus-tratos estão em Florianópolis e foram alvos de uma operação na segunda-feira (26) — os demais estão nos Estados Unidos para "viagem pré-programada". Moradores e internautas protestam e homenageam o cão Orelha nas redes sociais Reprodução/@floripa_estacomvcorelha e @peachzmilk Como foi a coação? A Polícia Civil indiciou três adultos suspeitos de coagir ao menos uma testemunha na investigação sobre a morte do cão. Os investigados são pais e um tio dos adolescentes. Dois deles são empresários e o outro advogado. Coação é o crime de ameaçar ou agredir alguma das partes de um processo judicial – juízes, testemunhas, advogados, vítimas ou réus, por exemplo – para tentar interferir no resultado. Os nomes dos indiciados não foram revelados pelos delegados e a corporação informou que o crime foi cometido contra o vigilante de um condomínio que teria uma foto que poderia colaborar com a investigação da ocorrência. A Polícia Civil não informou se teve acesso a esse registro específico, mas disse que analisa mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança. Como o cão Orelha foi morto? A investigação indica que as agressões ocorreram em 4 de janeiro, mas o caso só chegou à Polícia Civil no dia 16 deste mês. Orelha foi encontrado por populares machucado e agonizando. Ele foi recolhido e levado a uma clínica veterinária e, no dia 5 de janeiro, precisou passar por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Exames periciais no corpo de Orelha confirmaram que ele foi atingido na cabeça com um objeto contundente — ou seja, sem ponta ou lâmina. O instrumento usado na agressão não foi encontrado. Quem era Orelha? A Praia Brava conta com três casinhas destinadas aos cães que se tornaram mascotes da região. Orelha era um deles. “Muita gente vinha trazer comida para eles, mas eu era o responsável por alimentá-los todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado”, contou o aposentado Mário Rogério Prestes, que acompanhava de perto os animais. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/01/27/pancada-na-cabeca-cao-orelha-praia-brava.ghtml


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