Cão Orelha: operação cumpre mandados contra investigados por morte de cachorro comunitário em Florianópolis

  • 26/01/2026
(Foto: Reprodução)
Orelha, cão de rua comunitário, é torturado por adolescentes e não resiste aos ferimentos Uma operação da Polícia Civil cumpriu, na manhã desta segunda-feira (26), três mandados de busca e apreensão em endereços de investigados por maus-tratos e coação no processo que apura a morte do cão comunitário Orelha, de cerca de 10 anos, agredido na Praia Brava, em Florianópolis. A Polícia Civil identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões que acabaram matando o animal. As buscas ocorreram nas casas deles e também de seus responsáveis legais. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Idoso e dócil: quem era Orelha Agressão tem pelo menos 4 adolescentes suspeitos identificados Mandados também foram cumpridos em locais vinculados a adultos investigados por possível coação durante o andamento do processo. Os nomes dos investigados não foram divulgados. Aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e passarão por análise. Pessoas são ouvidas nesta segunda-feira. “O mandado contra o adulto buscava localizar uma arma supostamente usada para ameaçar uma testemunha. No entanto, não encontramos essa arma, apenas certa quantidade de drogas. Há indícios de que quatro adolescentes tenham praticado as agressões contra o cão, e três adultos estariam envolvidos na coação durante o processo”, explicou o delegado. De acordo com o delegado Ulisses Guimarães, os outros dois jovens estão atualmente nos Estados Unidos em uma viagem previamente marcada e segundo ele, devem retornar na próxima semana. O que aconteceu? Segundo relatos de moradores, o cachorro estava desaparecido. Dias depois, uma das pessoas que cuidavam de Orelha, o encontrou durante uma caminhada, caído e agonizando. Ela recolheu o animal e o levou a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade dos ferimentos, não houve alternativa além da eutanásia. Em entrevista à NSC TV, o empresário e morador da região, Silvio Gasperin, explicou como tudo aconteceu e se emocionou ao falar sobre o caso. “A Fátima ficou sabendo, mas não encontrou ele de imediato. Em uma caminhada, achou ele jogado e agonizando. Recolheu, levou ao veterinário… precisa de justiça, né?”, disse. Morte de cão comunitário agredido entristece moradores da Praia Braiva, em Florianópolis Quem era Orelha? A Praia Brava tem três casinhas destinadas aos cães que se tornaram mascotes da região. Orelha era um deles. “Muita gente vinha trazer comida para eles, mas eu era o responsável por alimentá-los todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado”, contou o aposentado Mário Rogério Prestes, que acompanhava de perto os animais. Orelha era um dos cães mascotes da região da Praia Brava, em Florianópolis Reprodução/Redes sociais Além de conviver com os moradores, Orelha também interagia com outros cães do bairro. A empresária Antônia Souza, tutora da cadela Cristal, explicou que gostava de passear com a cachorra pela região e encontrar os demais animais. “Eles conviviam com a gente. Eles tinham uma vida na Praia Brava. Todo mundo que mora aqui, ou vem com frequência, sabe de quem estamos falando: os ‘pretinhos’”, afirmou. Em nota divulgada na sexta-feira (17), a Associação de Moradores da Praia Brava destacou o papel afetivo do animal. “Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado espontaneamente pela comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém muito querido, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que aqui vivem.” Houve mobilização e protestos? Moradores fazem protesto no sábado (24), após morte de cão comunitário em Florianópolis Divulgação/Fernanda Oliveira Desde a morte de Orelha, moradores, protetores independentes, Organizações Não Governamentais (ONGs) e institutos ligados à causa animal têm se manifestado pedindo justiça. No sábado (17), moradores da Praia Brava realizaram uma primeira mobilização pública. Nesse último sábado (24), um novo protesto reuniu dezenas de pessoas na região. Vestindo camisetas personalizadas e segurando cartazes com frases como “Justiça Por Orelha”, os participantes caminharam acompanhados de seus próprios cães e fizeram uma oração em homenagem ao animal. Moradores e internautas protestam e homenageam o cão Orelha nas redes sociais Reprodução/@floripa_estacomvcorelha, @peachzmilk A mobilização também ganhou força nas redes sociais, com imagens de moradores e protetores segurando placas com a hashtag #JustiçaPorOrelha em frente aos seus cães. O que se sabe sobre a morte do cão comunitário que mobiliza protestos e celebridades Nesse domingo (25), as atrizes Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui publicaram vídeos nas redes sociais lamentando a morte do cachorro e cobrando providências das autoridades. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/01/26/cao-orelha-operacao-mandados-investigados-maus-tratos-coacao-florianopolis.ghtml


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