Suspeitos mataram corretora gaúcha em Florianópolis para usar o nome dela em compras, diz delegado

  • 17/03/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia aponta latrocínio e prende três suspeitos no envolvimento da morte de corretora O delegado Anselmo Cruz, responsável pela investigação do assassinato da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, em Florianópolis, afirmou que a motivação do crime envolve o patrimônio da vítima. Gaúcha, ela foi esquartejada e parte do corpo foi achada em um córrego de Major Gercino (SC). Três vizinhos dela foram presos. O crime é investigado como latrocínio, quando ocorre roubo seguido de morte. A suspeita acontece após a polícia identificar compras feitas pelos investigados usando o nome da vítima. Itens como eletrônicos e artigos esportivos foram adquiridos no período após o desaparecimento de Luciani. "O que se desenhou até o momento é um crime patrimonial. Teriam feito, mataram, para se obter vantagem. No caso, são as compras todas feitas. Os valores ainda dependem inclusive de medidas judiciais, de quebras de sigilo, bancário, fiscal", detalhou Anselmo. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A primeira pessoa presa foi Ângela Maria Moro, de 47 anos, encontrada com pertences da vítima. Inicialmente, ela foi detida por receptação, mas agora também é investigada pelo latrocínio, já que, segundo Anselmo, há indícios de que ela também participou da execução de Luciani. A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas. "Isso ainda depende, inclusive, de exames periciais", disse o delegado. Também foram presos Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho de porta da corretora, e a companheira dele, Letícia Jardim, de 30 anos. O casal fugiu de Florianópolis, mas foi preso em Gravataí (RS). Matheus também estava foragido desde 2022 por um latrocínio no estado de São Paulo. "Todos ali estavam tendo vantagem, recebendo produtos no caso", reiterou o delegado. Luciani Aparecida Estivalet Freitas está desaparecida em Florianópolis Redes sociais/ Reprodução A mãe de Matheus, que chegou a ser ouvida como investigada, não responde até o momento a nenhum crime, assim como o irmão dele, um adolescente de 14 anos, encontrado com produtos comprados no nome de Luciani. Entre os itens adquiridos pelos suspeitos estão dois arcos de balestra (espécie de arma com um arco de flechas), um controle de videogame e uma TV. Além disso, os policiais acharam duas malas com os pertences da corretora na casa dos suspeitos. A vítima e os investigados moravam no mesmo residencial, na região da Praia do Santinho, no Norte de Florianópolis. CPF de gaúcha morta foi usado para compras online Polícia investiga relação entre morte de gaúcha e corpo encontrado em mala Quem são os suspeitos? Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do conjunto residencial, presa em 12 de março Matheus Vinícius Silveira Leite, 27 anos, vizinho de porta da vítima, preso em 13 de março. Letícia Jardim, 30 anos, namorada de Matheus, presa em 13 de março. O g1 tenta contato com a defesa deles. Infográfico - Morte corretora gaúcha Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/03/17/caso-luciani-crime-patrimonial-delegado-detalha-morte-esquartejamento-gaucha.ghtml


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