Suspeitos de fraude contra gigante brasileira do ramo de suplementos têm R$ 6,2 milhões em bens bloqueados
25/08/2026
(Foto: Reprodução) Investigação bloqueia R$ 6,2 milhões de esquema de fraude contra gigante de suplementos
A Polícia Civil deflagrou uma operação nesta terça-feira (25) contra um esquema de milionário de fraude e lavagem de dinheiro contra a empresa Growth Supplements, gigante do ramo. Batizada de 'Supply Chain 3', a ação cumpriu um mandado de prisão preventiva, quatro de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de R$ 6,2 milhões em bens.
Também foram sequestrados imóveis e veículos, incluindo uma residência no Litoral Norte catarinense, e a restrição de transferência de veículos de luxo e passeio (assista acima).
💪 Localizada em Tijucas, na Grande Florianópolis, a empresa vende suplementos alimentares e esportivos especialmente pela internet e é uma das marcas mais conhecidas do mercado. Conforme a investigação, o prejuízo estimado à empresa vítima ultrapassa a marca de R$ 8 milhões.
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A primeira fase da ação foi deflagrada em 29 de outubro de 2025, quando um ex-funcionário da gigante do ramo de suplementos foi alvo da Polícia Civil catarinense. Segundo a investigação, os desvios milionários teriam ocorrido em 2024 e foram identificados pela própria empresa, que pediu a abertura do inquérito.
O g1 procurou a empresa vítima do golpe e aguardava o retorno até a última atualização desta reportagem.
Desvio de R$ 8 milhões: ex-funcionário de gigante do ramo de suplementos é investigado
Investigação bloqueia R$ 6,2 milhões de esquema de fraude contra gigante do ramo de suplementos de SC
Polícia Civil/Divulgação
Nessa terceira fase estão sendo cumpridos:
Prisão preventiva de investigado apontado como o principal articulador e beneficiário do esquema.
Busca e apreensão em endereços residenciais e sedes empresariais de Itajaí e Porto Belo, com foco na apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos para análise pericial telemática.
Bloqueio de ativos financeiros no importe de R$ 6.203.044,46 recaindo sobre as contas bancárias de investigados e empresas vinculadas ao esquema.
Sequestro de imóveis e veículos, incluindo imóveis no Litoral Norte catarinense, e restrição de transferência de veículos de luxo e passeio.
Expedição de ofícios para congelamento de ativos virtuais em exchanges de criptomoedas, participações societárias e previdência privada.
Nesta fase, a Polícia Civil tem como foco o núcleo do grupo criminoso investigado por fraudes mercantis, emissão de duplicatas simuladas, associação criminosa e lavagem de capitais.
Como os investigados operavam
Segundo as investigações, o grupo operava mediante a emissão de duplicatas, uso de empresas de fachada, incorporadoras e familiares na condição de interpostas pessoas (laranjas).
O esquema também envolvia a circulação dissimulada de recursos e saques expressivos em espécie para ocultar o patrimônio ilegal, segundo a Polícia.
"Dessa forma, a atuação da Delegacia de Investigação de Lavagem de Dinheiro DLAV/DEIC está focada não apenas na prisão do suspeito, mas também na asfixia financeira do grupo, tanto para cessar seu poder de atuação criminal, quanto para ressarcir o prejuízo causado à vítima", afirmou a investigação em nota à empresa.
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