Sono de 3 horas, bebidas isotônicas e géis de carboidrato: como brasileira tenta quebrar recorde mundial de corrida em esteira
04/08/2026
(Foto: Reprodução) Brasileira de 55 anos tenta quebrar recorde mundial de corrida em esteira em SC
Estratégias na alimentação, hidratação e sono foram muito bem pensadas para que a ultramaratonista brasileira Débora Simas, de 55 anos, tente quebrar, em Florianópolis, o recorde mundial de corrida em esteira. Ela tem dormido cerca de três horas por noite e possui uma equipe de 110 pessoas para ajudá-la na tarefa.
O objetivo é percorrer 846 quilômetros em sete dias. Para alcançar a marca e desbancar o recorde atual, que pertence à atleta neozelandesa Emma Timmis, a brasileira só irá descer da esteira para períodos de sono e uso do banheiro.
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🏃♀️Um ultramaratonista é um atleta que corre distâncias a pé maiores do que uma maratona tradicional (42,195 km).
Débora começou a correr na esteira ao meio-dia de domingo (2) para tentar quebrar o recorde. A estrutura para ela foi montada em um shopping de Florianópolis.
Brasileira de 55 anos tenta quebrar recorde mundial de corrida em esteira
Ultramaratonista Débora Simas tenta quebrar recorde mundial
Karmah Digital/Beiramar Shopping/Divulgação
Alimentação foi planejada por equipe de nutrição
A alimentação é planejada pela equipe de nutrição esportiva para garantir reposição constante de energia durante os sete dias de desafio. Como Débora permanece praticamente todo o tempo na esteira, as refeições são fracionadas ao longo do dia e adaptadas conforme a intensidade da corrida, o desgaste físico e a tolerância do organismo.
Outro ponto importante é sobre o peso da ultramaratonista. A atleta não pode ter uma diminuição de peso, pois se a perda foi maior do que 2 a 3 quilos, ela pode ser desclassificada.
Como o objetivo é reduzir ao máximo as interrupções, toda a alimentação e hidratação são entregues diretamente à atleta enquanto ela continua correndo na esteira.
O cardápio é bastante variado e combina alimentos de rápida absorção com refeições mais completas.
Entre eles os alimentos consumidos por Débora estão:
🍎frutas
🥪sanduíches
🍚arroz
🍝massas
🥔batata
🍗proteínas magras
🥣sopas
💪suplementos esportivos
👝géis de carboidrato
🍫barras energéticas
Tudo é definido pela equipe de nutrição de acordo com a necessidade do momento.
São feitas refeições divididas e bem equilibradas:
café da manhã
almoço
café da tarde às 16h e às 21h
duas jantas: uma às 19h e a outra entre 22 e 23h
Entre essas grandes refeições são feitos lanches, com itens como barra de cereais, arroz caramelizado, torrão, mariola, pé de moleque, paçoca.
Hidratação vai além da água
🫗Débora consome bebidas isotônicas e outros líquidos com eletrólitos, para repor sais minerais perdidos pelo suor.
A hidratação é monitorada durante todo o desafio e ajustada conforme fatores como temperatura, intensidade da corrida e resposta do organismo.
Pelo peso da Débora, o time de nutrição solicitou que ela tenha uma ingestão de 2,5 litros no dia entre água e bebidas carboidratadas.
Sono é reavaliado diariamente
💤O descanso faz parte da estratégia da tentativa de recorde e é rigorosamente planejado. Na primeira noite, Débora dormiu cerca de três horas, e a previsão é manter um período semelhante na noite seguinte.
O cronograma é reavaliado diariamente pela equipe, levando em conta o estado físico da atleta, a quilometragem acumulada e o planejamento para atingir a meta.
Foi montada uma estrutura exclusiva no palco, atrás da esteira, onde há uma barraca preparada para os períodos de descanso.
Durante todo esse tempo, Débora permanece acompanhada por sua enfermeira e pela equipe de suporte, que monitora suas condições para que ela retorne à corrida dentro do planejamento estabelecido.
Equipe de 110 pessoas ajuda a atleta em busca do novo recorde
O desafio conta com uma equipe de aproximadamente 110 pessoas, que se revezam para oferecer suporte ininterrupto durante as 24 horas dos sete dias.
Fazem parte dessa equipe:
médicos
fisioterapeutas
enfermeira
nutricionista
técnicos
árbitros
profissionais de apoio
voluntários
Há 22 anos nas pistas, Débora começou a correr por acaso. Funcionária de uma lanchonete de academia na capital, ela participou de uma prova de 9 quilômetros e terminou no pódio. Desde então, ela acumulou quase 300 provas disputadas e pódios conquistados em 100% delas.
Ao longo da carreira, Débora tornou-se a primeira mulher a correr 1000 km no Brasil e a primeira a completar a Volta à Ilha em dupla feminina. Entre as conquistas também estão o tricampeonato e recorde da BR-135, além de participações em mundiais na Holanda e na Espanha.