Mulher de 38 anos que fingiu ter 12 é condenada por estelionato e falsa identidade
20/08/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra como mulher de 37 anos fingia ter 12 e agia como criança
Amanda Maria Souza de Oliveira, a mulher de 38 anos que fingiu ter 12 e enganou uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi condenada nesta quinta-feira (20) por estelionato e falsa identidade. Ela recebeu a pena de um ano, seis meses e 10 dias de reclusão e a quatro meses e 18 dias de detenção.
O Poder Judiciário esclareceu que essas duas penas serão cumpridas em regime inicial semiaberto. A sentença manteve a prisão preventiva dela.
A defesa de Amanda se manifestou por nota e disse que discorda da decisão. Falou ainda que "adotará de imediato todas as medidas legais e recursos cabíveis junto às instâncias superiores, visando reformar o julgado e provar a inocência de Amanda Maria Souza de Oliveira em grau recursal.
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🔎No regime semiaberto, o condenado trabalha durante o dia em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar. Também são admissíveis trabalho externo e cursos supletivos profissionalizantes e de 2º grau ou superior.
Pelo entendimento do Poder Judiciário, Amanda criou uma identidade fictícia e, durante cerca de 14 meses de convivência, foi tratada como filha e recebeu moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados, até que a história foi descoberta.
De acordo com a sentença, a mulher inicialmente teria se apresentado como adulta e, posteriormente, passado a afirmar que era adolescente. Com a identidade falsa, aproximou-se da família e relatou situações de vulnerabilidade, inclusive com histórico de abusos, problemas de saúde e abandono familiar.
Amanda Maria Souza de Oliveira em imagem cedida pela assistente social Delma Soares, se passando por uma adolescente de 12 anos.
Arquivo Pessoal
🔎 Entre as provas juntadas ao processo estão:
laudo de celular apreendido
depoimentos das vítimas e testemunhas
admissão da acusada de que usada nome e idade falsos
Com o golpe, a acusada obteve o custeio integral da própria sobrevivência enquanto morou com a família.
O juízo também considerou a repercussão social do caso e os impactos emocionais e familiares decorrentes da situação, especialmente em razão do vínculo construído entre a ré e as vítimas ao longo de mais de um ano.
Para o Poder Judiciário, Amanda agiu de forma consciente para induzir e manter as vítimas em erro.
Falsa adolescente
Reprodução