Líder espiritual é preso suspeito de torturar mulher durante sessão em templo religioso de SC
03/06/2026
(Foto: Reprodução) Suposto líder espiritual preso
Um homem, de 25 anos, conhecido nas redes sociais como "Bruxo" foi preso na terça-feira (2) em São Lourenço do Oeste, no Oeste de Santa Catarina. De acordo com a Polícia Civil, que investiga o caso, ele é suspeito de torturar uma mulher durante uma sessão em um templo religioso.
O crime foi registrado em vídeo pelos próprios presentes e compartilhado em redes sociais. As imagens mostram o suspeito agredindo a vítima com o objetivo de extrair confissões sobre supostos comentários negativos feitos contra ele. Após as agressões, o homem teria simulado um mal-estar espiritual.
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"Bruxo" também é investigado por outros crimes ligados às sessões, como ameaça, constrangimento ilegal e agressão física contra uma segunda vítima.
Ainda de acordo com as investigações, o homem utilizava a posição de liderança espiritual para exercer controle psicológico sobre os frequentadores do local.
“Bruxo” líder religioso é preso por suspeita de torturar mulher em templo religioso de SC
Polícia Civil/Reprodução
Líder religioso já possuía histórico de violência
O suspeito já havia sido preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e indiciado em outro caso por cárcere privado. Diante do histórico e do risco de coação, a Justiça determinou a prisão dele.
A prisão temporária tem validade de 30 dias por se tratar de crime hediondo. O período será utilizado pela Polícia Civil para realizar a extração de dados eletrônicos, ouvir testemunhas sem a interferência do agressor e identificar outras pessoas que presenciaram a barbárie e omitiram socorro. Ao final do prazo, a detenção poderá ser convertida em prisão preventiva.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), com o apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) e do Núcleo de Operação com Cães (NOC). Os agentes cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão na residência do suspeito, localizada no bairro Perpétuo Socorro, em um imóvel que também funcionava como sede de um templo religioso.
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